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Archive for the ‘UNCATEGORIZED’ Category

Não dá para esquecer o caso Calabresi. Em 2008 ocorria a repercussão do crime cometido pela empresária Silvia Calabresi, de classe média alta, a qual torturou uma criança pobre de 12 anos com requintes de perversidade. Teve uma sentença de 14 anos de prisão, porém já está em liberdade condicional desde o ano de 2012. Em países como os EUA, China, entre outros, ela estaria ainda cunprindo uma prisão bem mais longa, ou teria sido condenada a prisão perpétua. Será que a empresária foi realmente socializada e recuperada dentro do nosso falido sistema prisional? Uma coisa é certeza: a criança, hoje adulta, continuará vitimizada pelas lembranças, o que poderá trazer desajustes em sua conduta social para o resto da sua vida. Para entender o caso clique aqui.

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Por estes dias recebi um documento popular pedindo assinaturas para cassar o deputado Bolsonaro por falta de decoro. Concordo que no calor da discussão, o deputado sempre acaba proferindo palavras inadequadas e acredito que ainda não seria o momento para a cassação desse parlamentar, tendo em vista o alto grau do crime organizado de colarinho branco, de políticos, de empresários, do PCC, dos Irmãos do Norte, do Comando Vermelho etc.,  o que acaba contaminando até mesmo os três poderes da República. Toda essa corrupção acaba por influenciar o próprio povo, pois a impunidade é certeira ou acaba sendo minimizada por força de leis e por centenas de recursos, tornando a “Lei de Gerson” uma constante na vida dos brasileiros. Todas as forças deveriam de ser direcionada para o combate desses criminosos que permanecem a décadas no controle da situação. Até onde sei, esse deputado não  foi ainda tragado pela corrupção endêmica que assola toda a Nação a séculos.  Esses corruptos são piores, mas muito piores mesmo, do que o deputado Bolsonaro. Outrossim, deixo grafado a frase do escritor Luis Mir, a qual caracteriza bem a malevolidade da corrupção: A corrupção é a mais potente e destruidora arma do Estado. Serve-se dela para impedir o acesso às oportunidades e a distribuição das riquezas do país. Funciona em todo o organismo e nos círculos aliados, se descontrola a curto, médio e longo prazo, provoca falência social e administrativa irremediável. Se temos que lutar por cassações de prováveis criminosos políticos, toda a força do cidadão de bem deveria de ser direcionada para o combate aos chefes do crime organizado, de políticos corruptos, ao combate dos seus simpatizantes, dos oportunistas, dos criminosos enriquecidos através do erário publico e não para a cassação do Deputado Bolsonaro. Talvez depois de zerar a corrupção, ou pelo menos, mantê-lá em níveis mais baixos, então a partir daí poderíamos pensar em cassar o deputado Bolsonaro, pois, queira sim ou não, ele ainda pode ser útil no combate a corrupção. Enfim, toda essa polêmica, ajuda a tirar o foco da verdadeira desgraça do povo brasileiro: a corrupção e os corruptores. Isto sim é falta de decoro: ignorar e manter pessoas suspeitas de corrupção no poder ou em setores estratégicos da República, dos Estados e dos Municípios.

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marionetteÉ no mínimo interessante ver como os gerentes políticos dos últimos anos procuram dissimular as verdadeiras causas da criminalidade e do crescimento da insegurança com medidas pífias. Essas medidas combatem precariamente apenas os efeitos e ao mesmo tempo permitem que o medo seja usado como ferramenta pelo sistema capitalista neoliberal para tirar o maior proveito possível com a venda de segurança privada, a qual é gerada principalmente pela indústria do medo.

Neste sentido, as pessoas de senso comum não se alertam que esta em pleno andamento a transformação do direito social à segurança em simples mercadoria, ou seja, quem quiser segurança terá que pagar para a iniciativa privada. Não se alertam que as mídias televisivas, entre outras, estão a disseminar o medo em seus noticiários e programas criminais, facilitando assim a venda de segurança de uma forma bem subliminar.

Por outro lado, fica caracterizado que há uma tentativa de estigmatizar determinados indivíduos pertencentes à classe pobre, preferencialmente aqueles excluídos pelo sistema capitalista em sua nova fase, portanto a ordem é criminalizar e posteriormente auferir altos lucros com o sistema penitenciário à custa dessa massa de miseráveis expulsa do sistema produtivo capitalista.

A lógica é que essa população de miseráveis, que permeiam os bairros periféricos das grandes cidades já não interessa mais ao sistema capitalista neoliberal pela incorporação de alta tecnologia no chão de suas fabricas, como por exemplo, a robotização de inúmeros setores capitalistas de produção, principalmente a do meio rural.

Por esse caminho, não é a toa que o Brasil já ocupa o 3º lugar no ranking dos países que mais prende no mundo[1], sendo ultrapassado apenas pelos EUA e pela China. Não é a toa que a segurança virou mercadoria a ser comprada. Não é a toa que os presídios começam a ser privatizados. Não é a toa que vários serviços nas penitenciárias públicas foram terceirizados. Não é a toa que em pouco tempo esses prisioneiros serão escravizados sutilmente com vários direitos suprimidos e com pouco interesse em ressocializá-los (como se pudesse ressocializar quem nunca foi socializado). Dentro da lógica capitalista neoliberal esses setores são lucrativos e o Estado dito mínimo deve de ceder esses setores para a iniciativa privada capitalista, a exemplo das penitenciárias dos EUA, um grande negócio do grande encarceramento[2].

Outrossim, o Estado mínimo perde o controle do seu falido sistema penitenciário para o crime organizado (FDM – Família do Norte; CV – Comando Vermelho; PCC – Primeiro Comando da Capital etc.), o Estado mínimo não aplica políticas socioeconômicas adequadas e educativas. Infelizmente dentro dos presídios brasileiros a animalidade prevalece em lugar da civilidade e nas ruas não é diferente. Nas ruas a população vive com uma crescente sensação de insegurança, o que acaba estimulando ainda mais o milionário comércio para venda de segurança privada, obviamente apenas para quem possa pagar.

Enquanto isto teremos a continuação do genocídio[3] imposto maquiavelicamente aos brasileiros pela troika demoníaca neoliberal, composta por diversos agentes econômicos especuladores e extrativistas das nossas riquezas que por sua vez financiam centenas de agentes públicos corruptos em uma eterna cirando do mal.

Por outro lado, a esperança de mudanças dorme eternamente com o gigante adormecido em berço esplêndido enquanto que o genocídio implantado caminha a passos largos conforme indica o Delitometro[4]: desde 1980, 1.347.356 homicídios; 82.563 homicídios de mulheres; e 1.142.429 mortes no trânsito. Tudo isto sem computar os dados que as autoridades competentes não chegam a tomar conhecimento (Cifra Negra[5]).

Enfim, os dados do Delitometro mostram a gravidade da situação, da insegurança em que estamos imersos e da implantação do medo no meio da população. É pior que uma guerra convencional. É o extermínio de grande parcela da população e sem indenizações para as vítimas, sem punições exemplares para os que permitiram e permitem a continuação dessa insana guerra civil não declarada. O pior é que uma minoria de empresários, políticos e partidos continuam auferindo altíssimos lucros com esse genocídio escancarado. Qual a grande saída? A resposta bem que poderia surgir nas eleições de 2014, mas as urnas eletrônicas são confiáveis?

[1] Ver link: Colapso carcerário.   

[2] Para saber mais: Quem lucra com as prisões (Ed. Revan) – Tara Herivel;  Vende-se segurança (Ed. Revan) – Vanessa M. Feletti.

[3]  Ver link: Brasil:campeão mundial de asassinatos.

[4]  Ver link: Instituto Avante Brasil (IAB).

[5]  É a porcentagem de crimes que não chegaram ao conhecimento público e não foram devidamente julgados.

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– Hoje, no jornal a Folha de Boa Vista, na primeira página, está estampada uma nota de esclarecimento de um cidadão que tinha sido preso a poucos dias por determinação de um mandado de prisão devido a uma ação (0010948-93.003.4.05.8100 – 12a. Vara Federal/CE), a qual estava tramitando no Estado do Ceará. O mesmo foi colocado em liberdade, pois a citada ação já tinha sido declarada extinta exatamente pela MOROSIDADE DA JUSTIÇA, consequentemente a sua punibilidade também foi extinta.

– É assim que muitos cidadãos, de conduta nem tão ilibada, continuam sendo eleitos e reeleitos por um povo de pouco conhecimento ou simplesmente marionetes, e ainda outros continuam aperfeiçoando os seus misteres na arte da corrupção, da demagogia e do ilusionismo, enquanto isto as vítimas produzidas por eles, aos milhares, continuam sendo vitimizadas e revitimizadas em uma ciranda sem fim e sem esperanças de mudanças.

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“Se as abelhas desaparecessem da face da terra, a espécie humana teria somente mais 4 anos de vida. Sem abelhas não há polinização, ou seja, sem plantas, sem animais, sem homens”. Albert Einstein, físico.


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Desde adolescente sempre tive interesse pelas abelhas, principalmente pela sua estrutura social, pois ajudava meus tios no manejo com essa pequena grande maravilha do planeta.

Hoje, depois de passado cinco décadas, voltei a me interessar por essas criaturas maravilhosas. Estou começando a criação e o manejo de uma das espécies de abelhas, a apis melífera.

Nos últimos meses, ao me aprofundar no mundo desses insetos, acabei por descobrir à importância delas na estrutura da teia de vida do planeta. 1/3 dos alimentos[1] que comemos devemos agradecer a esse pequeno inseto através da polinização, além de fornecer produtos indispensáveis a saúde humana[2] tais como o mel, o pólen, o própolis, geléia real, cera, apitoxina, larvas, pão de abelhas,  opérculos,  e mel de melato. Tudo isto serve desde alimentos a cura e atenuação de inúmeras doenças.

Se elas deixassem de existir, a catástrofe seria de tal magnitude que poderia ser pior a que extinguiu os dinossauros há milênios atrás, da qual as abelhas conseguiram sobreviver[3].

Pois muito bem, a catástrofe já está batendo, sorrateiramente, em nossas portas. Elas estão desaparecendo aos milhões em várias partes do planeta e muito pouco se está fazendo para reverter à situação[4], graças ao sistema ideológico capitalista que vem evoluindo para neoliberalismo predador.  Sempre esse sistema ideológico visou apenas o lucro, o domínio global e a exploração do homem e, no momento atual, já não importa mais os meios para atingir os seus objetivos, nem que seja com a destruição da própria teia de vida do nosso planeta. Isto sim é um verdadeiro paradoxo.

Na Europa, a situação é preocupante, pois em milhares de localidades elas já não existem, na China estão recrutando mão de obra humana para fazer a polinização com as mãos[5]  em frutas e assim em várias partes do mundo vem ocorrendo a mesma coisa.

Silence of the besssO mais interessante é que nesse modelo capitalista, muitas mídias de comunicações já estão alertando para a catástrofe, a qual já esta se abatendo em nosso mundo, como se tivéssemos mais mundos para explorar e destruir.

Neste sentido, em 2008, a A PPS Nature lança o documentário Silence of the besss[6] (O silêncio das abelhas), em mais uma tentativa de chamar a atenção dos poderosos do capitalismo neoliberal sobre o desaparecimento das abelhas no planeta.

Outrossim, em 2012, foi lançado o documentário More Than Honey (Em Portugal ficou conhecido como Homens e Abelhas), o qual procura fazer com que as pessoas façam uma reflexão sobre a gravidade do caminho que está sendo preparado para os nossos filhos, filhas, netos e netas em um futuro não distante.

More Than HoneyMais recentemente, a BBC de Londres também lançou o alerta, talvez tardiamente, sobre essa grave situação. O documentário de 2013, What’s Killing Our Bess? (O que está matando as nossas abelhas?), explora as causas e os efeitos do que vem ocorrendo na Europa.

Tudo isto parecia muito longe de Roraima. Estava acontecendo nos EUA, Europa, China e outros países longínquos.  Lerdo engano de minha parte. Descobri denúncias de que em Santa Catarina elas também estão desaparecendo.

A surpresa maior, para mim, foi constatar em uma reunião, há poucos dias atrás, com apicultores da região que elas também estão morrendo em Roraima. Disseram que estão colocando muito veneno nos campos de Roraima para plantar a soja e que a destruição do meio ambiente é inevitável.

Soja para quem? Para exportar para a China, Rússia, EUA e por aí vai. Soja para alimentar os animais desses países capitalistas e imperialistas. A colônia moderna continua fazendo o seu dever de casa de maneira brilhante, não resta à menor dúvida.

Para confirmar as denúncias, em 19 do mês corrente, no jornal a Folha de Boa Vista estava estampada a manchete: Soja atinge área recorde e safra deve chegar a 60 mil toneladas. Fiquei mais surpreso ainda pelo que dizia a reportagem que essa tal de soja vai para a Rússia e o mais interessante, o Estado continua pobre e piorando cada vez mais, obviamente para a maioria e não para uma minoria, a qual aufere cada vez mais riquezas à custa da minoria e da destruição dos recursos não renováveis da natureza.

Aí está uma das causas, se não a pior de todas, a soja é responsável pela morte de milhares e milhares de abelhas. O plantio de soja, talvez até mesmo transgênica, com a capacidade de matar insetos ou simplesmente toneladas de fungicidas e de outros venenos, quem sabe muitos proibidos na Europa, estão sendo despejados as toneladas  em nosso solo, poluindo as nossas reservas de água e destruindo as nossas preciosas abelhas, destruindo o lavrada com toda a sua biodiversidade. Parabéns aos gerentes de Roraima pela grande contribuição e porque não aos gerentes de todo o Brasil.

Uma coisa é certeza, com o desaparecimento delas o nosso  modo de vida capitalista estúpido e destruidor irá desaparecer. Aos poucos, o nosso café da manha, o nosso almoço e a nossa janta ficarão cada vez mais pobres e, naturalmente, bem mais caros, tudo irá desaparecer por completo em poucos anos.

E assim, para a espécie humana haverá um grave risco de extinção. Talvez vá desaparecer tão rapidamente como surgiu e quem sabe, desta maneira, não haverá uma esperança para as demais espécies de vida com o desaparecimento do maior predador do planeta, que não respeita o solo que o alimenta e tampouco a água que sacia a sua sede.

Enfim, pelo menos espero que eu possa ainda ter a grata satisfação de ter algumas colméias em meu sítio, espero que eu possa conviver com elas até  o momento em que terei que descer deste carrossel enferrujado sem ter que assistir o teatro de terror que está por vir.

[1] Onde estão as abelhas?

[2]  Os dez produtos indispensáveis que as abelhas nos fornecem.

[3] As abelhas sobreviveram ao cataclisma.

[4] Por que salvar as abelhas

[5] China– Polinização com a mãos.

[6] Silênciodas Abelhas

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– Uma das chagas mais revoltantes e asquerosas que afligem o nosso País é exatamente o tráfico de órgãos humanos. Nas mídias pouco se debate sobre essa mazela, pois envolve  diversos interesses, tanto por parte de autoridades corruptas da máquina republicana  como de pessoas que atuam na área de saúde, principalmente de uma parcela pequena de médicos, despossuídos de valores éticos e morais, os quais procuram auferir grandes lucros negociando órgãos humanos para quem possa pagar mais.

– Se fossemos um País, no qual esse tipo de crime, entre outros, fosse punido exemplarmente, não teríamos muito com que  se preocupar, mas infelizmente a verdade é bem outra.

– Para os cidadãos despertos e com um bom senso de criticidade recomendo a leitura do livro Tráfico de Órgãos no Brasil, de autoria de Paulo A. Pavesi. 

– O respectivo livro pode ser adquirido em forma E.book Kindle ou Paperbak  pela Amazon.com, no valor de $5,31 e $14,01, respectivamente.  Também o autor disponibilizou gratuitamente em PDF para os brasileiros interessados, podendo o download ser feito no link https://hostr.co/BgJtbNoErHxO.  Também seria interessante que os interessados fizessem uma visita ao site do Sr Pavesi no http://ppavesi.blogspot.com.br/ e no facebook: https://www.facebook.com/pages/Trafico-de-orgaos-no-Brasil.

– O autor relata no livro toda a sua luta de 14 anos, dá nome real para os envolvidos na morte do seu filho Paulinho, na época com doze anos, e na extração criminosa dos órgãos da criança.  O autor enfrentou e enfrenta ainda uma batalha gigantesca contra a máfia de órgãos humanos, foi desdenhado, vitmizado e revitimizado  pelo Estado brasileiro. A situação chegou a tal ponto de periculosidade, para ele e para a sua família, que o Estado italiano  lhe ofereceu um asilo humanitário.  Tal situação de asilo se deve a proteção negligente oferecida pelo Estado brasileiro.

– Depois de 14 anos de denúncias, provas cabais, oitivas etc. foi promulgada uma sentença em primeiro grau. A favor dos réus ainda existem uma penca de recursos e, infelizmente, tudo isto vai levar mais um punhado de anos até culminar em uma sentença definitiva. Obviamente todos os envolvidos já estão respondendo em liberdade. Dificilmente irão cumprir penas atrás das grades e talvez acabem até se transformando em heróis, pois aqui é Brasil, onde a criminalidade e a corrupção recrudescem cada vez mais. As vítimas? Ora bolas as vítimas…

– O livro do Sr. Pavesi, obviamente não foi ainda publicado no Brasil, pois, aparentemente, há forças ocultas para a não publicação em nosso tão injusto País. Felizmente pode ser publicado no estrangeiro e com a facilidade (até quando não sei) oferecida pela internet de compra do livro pelos brasileiros interessados sobre o assunto.

– Enfim, aos interessados façam a leitura, procurem mais informações, depois tirem as suas próprias conclusões sobre o tráfico de órgãos humanos no Brasil e adotem as precauções devidas e necessárias para se precaverem desse hediondo crime.

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“A hora de estabelecer ordem é antes de entrar a desordem.” (Textos Taoístas).
 

“Eu sou contra a violência porque parece fazer bem, mas o bem só é temporário; o mal  que faz é que é permamente” (Mahatma Gandhi).

– É preocupante  ver o crescimento da desordem, do desrespeito, da intolerância, das incivilidades no trânsito de Boa Vista. Mais preocupante ainda é a falta de pulso firme daqueles que, a princípio, deveriam de zelar pelos princípios constitucionais protetórios da segurança dos contribuintes.
– Toda esta insegurança, paulatinamente, vêm contribuindo para o crescimento de um estado anômico, além de dar a impressão de que muitas leis, normatizadoras dos condutores de veículos nas ruas e avenidas da nossa cidade, estão se tornando apenas leis mortas, muitas vezes para proteger apadrinhados ou apenas aplicar aquele famoso “jeitinho brasileiro” para tudo.
–  Todos os dias, ao sairmos da nossa residência, entramos em um verdadeiro campo de batalha, quase uma terra de ninguém, onde impera a lei do mais forte ou dos “espertinhos”que buscam vantagens a qualquer custo, mesmo sacrificando vidas e deixando centenas de sequelados, isto quando não ocorre com eles próprios.
– Toda essas incivilidades são assustadoras, pois esse barbarismo  já está afetando e se aproximando cada vez mais da nossa família. Nós últimos quinze dias duas pessoas,  muito queridas por nós, entraram para as frias estatísticas. Uma delas, Rosa Marinho, professora, mãe do próprio Secretário de Segurança, foi atropelada por um dos bárbaros condutores de motos, o qual a jogou para cima de um carro em movimento. Por essa razão fatídica entrou em óbito posteriormente.  O condutor da moto, sem virtudes, sem cidadania, apenas um bárbaro, obviamente, fugiu do local. A outra pessoa, o nosso amigo, Ir.’. e acadêmico de Economia Muniz, conduzindo a sua moto foi abalroado, imprudentemente, por um carro. Sobreviveu, porém passará meses  em convalescença e irá perder o ano letivo do seu curso. O motorista do carro, além de descaracterizar o local do crime até o presente momento não o ajudou em nada. A impunidade reina nos dois casos.
– Se as nossas digníssimas autoridades seguissem a CF/88; se elas seguissem as normas reguladoras para o trânsito de maneira competente; se elas se preocupassem mais na educação para o trânsito;  se elas tivessem adotado a tolerância “zero” no momento certo a alguns anos atrás; se elas tivessem aplicado um sistema de monitoramento computadorizado nas ruas e avenidas da nossa cidade; se elas se preocupassem mais na fiscalização do trânsito; se elas tivessem mais dignidade em combater a corrupção infiltrada em todos os setores governamentais; os bárbaros infratores  seriam inibidos, além de serem devidamente punidos e, por conseguinte, a nossa cidade poderia ser um verdadeiro modelo para todo o País.
– Se é assim, então qual o limite para a violência, a qual recrudesce cada vez mais nessa injusta e insana guerra sem causa?
– Apenas um povo com civismo, com educação moral, com saúde, com conhecimentos de organização social e política do nosso País poderia  por fim a esse pérfido modelo, mas isto é apenas uma utopia a médio e a longo prazo, pois para nós o pesadelo está apenas começando e devemos nos preparar para dias ainda piores.  

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